Governo estuda plano para permitir o envio de 8 mil toneladas métricas por ano por exportador à China

Por Redação PortalPortuario/ Agência Reuters
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As autoridades do governo do Brasil estariam avaliando estabelecer um plano para permitir que cada exportador de carne bovina possa enviar 8.000 toneladas métricas por ano para a China. A medida busca evitar que os produtores acelerem suas vendas ao país asiático.

A situação surge devido às complicações enfrentadas pelo setor de carne bovina após Pequim impor uma tarifa adicional de 55% aos fornecedores que ultrapassassem a cota designada. Essa tarifa entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026 e terá duração de três anos.

Nesse sentido, o escritório de advocacia Barral Parente Pinheiro, representante da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), informou que “haverá uma cota mínima de 8.000 toneladas por ano por empresa, para viabilizar as exportações das processadoras de carne de menor porte”.

Após a reforma das cotas de importação chinesas para 2026, os países fornecedores não poderão exceder o total de 2,7 milhões de toneladas de carne bovina. No caso do Brasil, foi atribuída uma cota de 1,106 milhão de toneladas e, para 2027, será de 1,128 milhão de toneladas.

Foi informado que o governo do Brasil avalia criar uma reserva técnica para posicionar os exportadores que não foram elegíveis para enviar à China, “compreendendo 3% de 1,1 milhão de toneladas, equivalente a 33 mil toneladas, destinada a novos exportadores que não exportaram em 2025, mas estão autorizados a exportar em 2026”, indicou Barral Parente Pinheiro em seu parecer, complementou a equipe de advogados.

Por ora, a ABIEC evitou realizar uma declaração oficial.


 

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