Por Redação PortalPortuario
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As exportações brasileiras alcançaram recorde histórico em 2025, mesmo sob cenário internacional adverso. Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) mostram que as exportações do Brasil no ano passado somaram USD 348,7 bilhões, superando em USD 9 bilhões o recorde anterior, que era de 2023. Os últimos três anos apresentam os melhores resultados históricos para a balança comercial.
Em relação a 2024, o aumento das exportações no ano passado, em valores, foi de 3,5%. Em volume, o crescimento foi ainda maior: 5,7%. Esse último percentual é mais do que o dobro do previsto pela Organização Mundial do Comércio (OMC) para o crescimento global em 2025, de 2,4%.
Além disso, mais de 40 mercados registraram recorde de compras de produtos brasileiros em 2025, com destaque para Canadá, Índia, Turquia, Paraguai, Uruguai, Suíça, Paquistão e Noruega.
“Em meio às dificuldades geopolíticas, conseguimos conquistar novos mercados e ampliar os que já tínhamos.”, afirma o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin. “O resultado reflete também o conjunto de programas e ações do governo do presidente Lula para aumentar a produtividade e a competitividade de nossas empresas no exterior, sobretudo com a Nova Indústria Brasil (NIB) e com o Plano Brasil Soberano”.
As importações também bateram recorde em 2025, alcançando USD 280,4 bi, valor 6,7% superior ao de 2024 e quase USD 8 bi acima do recorde anterior, de 2022.
Com isso, a corrente de comércio somou USD 629,1 bi, chegando ao maior patamar já registrado – com aumento de 4,9% sobre o ano passado. Já o superávit ficou em USD 68,3 bi, terceiro maior da série histórica, atrás apenas de 2023 e 2024.
Exportações por setores, produtos e países
No ano, as exportações da indústria de transformação cresceram 3,8% em valor, influenciadas pelo aumento de 6% em volume, alcançando o montante recorde de USD 189 bilhões. Destacam?se, neste setor, os recordes nas exportações de carne bovina (USD 16,6 bi), carne suína (USD 3,4 bi), alumina (USD 3,4 bi), veículos automóveis para transporte de mercadorias (USD 3,1 bi), caminhões (USD 1,8 bi), café torrado (USD 1,2 bi), máquinas e aparelhos elétricos (USD 1,0 bi), máquinas e ferramentas mecânicas (USD 729 mi), produtos de perfumaria (USD 721 mi), cacau em pó (USD 598 mi), instrumentos e aparelhos de medição (USD 593 mi) e defensivos agrícolas (USD 495 mi).
Já a indústria extrativa registrou aumento de 8% no volume exportado. Minério de ferro (416 milhões de toneladas) e petróleo (98 milhões de toneladas) bateram recordes de embarque. Os bens agropecuários cresceram 3,4% em volume e 7,1% em valor. O café verde atingiu valor recorde (USD 14,9 bi), enquanto a soja registrou volume recorde (108 milhões de toneladas), assim como o algodão em bruto (3 milhões de toneladas).
Em relação aos destinos, a exportação para a China cresceu 6% e atingiu USD 100 bilhões, impulsionada por soja, carne bovina, açúcar, celulose e ferro?gusa. Para a União Europeia, o crescimento foi de 3,2%, com destaque para café, carne bovina, minério de cobre, milho e aeronaves. Para a Argentina, as exportações cresceram 31,4%, impulsionadas pelo setor automotivo.
Para os Estados Unidos, houve queda de 6,6% no ano, concentrada entre agosto e dezembro, como resultado do tarifaço imposto pelo governo norte-americano a parte dos produtos brasileiros. A maior redução ocorreu em outubro (–35,4%). Em dezembro, porém, houve melhora, com queda de apenas 7,2% e embarques acima de USD 3 bilhões (USD 3,4 bi).
Importações por setores, produtos e países
Nas importações, os bens de capital tiveram o maior aumento (+23,7%), seguidos por bens intermediários (+5,9%) e bens de consumo (+5,7%). As importações de combustíveis recuaram 8,6%.
Cresceram as importações originárias da China (11,5%), Estados Unidos (11,3%) e União Europeia (6,4%). A importação de produtos argentinos recuou 4,7%.












