Por Redação PortalPortuário
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A empresa chilena CMPC assinou um contrato de concessão de uma área no Porto de Rio Grande para a implementação de um terminal portuário. A iniciativa prevê um investimento de R$ 1,5 bilhão (USD 280,3 milhões) e faz parte do Projeto Natura, que inclui a construção de uma nova fábrica de celulose em Barra do Ribeiro.
O recinto portuário, que contará com um contrato de concessão por 25 anos, foi formalizado em um evento que também contou com a presença do Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. A estrutura portuária é considerada fundamental para o escoamento da produção da futura planta industrial.
A área de concessão estava inutilizada desde 2014, após o colapso de um antigo projeto vinculado à indústria naval, afetado pelos escândalos de corrupção que envolveram o Governo Federal revelados naquele momento. Agora, o espaço será reativado para o escoamento da produção de celulose.
O futuro terminal inclui dois berços para navios, dois atracadouros para barcaças e um armazém com capacidade estática para 194.000 toneladas de celulose.
Durante a fase de implementação, espera-se que gere mais de 1.200 empregos; uma vez em operação, estima-se que ofereça aproximadamente 450 empregos diretos e mais de 2.100 indiretos, incluindo trabalhadores eventuais e motoristas de caminhão.
Como parte do financiamento de contrapartida para a administração portuária, o projeto prevê a transferência de R$ 142,7 milhões (USD 26,6 milhões) para a Portos RS, que serão destinados ao aprofundamento do Canal de Acesso e da Bacia de Evolução do Novo Porto.
Essa intervenção beneficiará não apenas o novo terminal, mas também toda a carga movimentada na região, aumentando assim a competitividade do complexo portuário do Rio Grande do Sul.












