Por Redação PortalPortuario
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O Porto de São Francisco reduziu em 60% o tempo de espera dos navios para a descarga de fertilizantes durante 2025. O resultado foi possível graças à edição de uma norma interna da direção do recinto portuário, em abril passado, a pedido do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, que concedeu preferência de atracação aos navios com esses produtos em um dos berços do terminal.
Assim, de acordo com os dados mais recentes da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o tempo de espera, que em março chegava a 29 dias, diminuiu para 12 dias, em média nos meses seguintes. Com essa mudança, a instalação marítima tornou-se mais ágil para desembarcar navios com fertilizantes do que os demais portos da região.
O referido marco foi divulgado após a administração do Porto de São Francisco do Sul apresentar o balanço da gestão, enumerando as dez principais realizações, obras e conquistas dos últimos 12 meses.
Nesse contexto, a entidade destacou que, pelo terceiro ano consecutivo, o terminal bateu o recorde na movimentação de cargas em 2025, consolidando-se como o maior porto de Santa Catarina na transferência de mercadorias. Ao longo do ano foram movimentadas 17,5 milhões de toneladas de mercadorias, alcançando o maior volume já registrado em seus 70 anos de operação.
Além disso, ressaltaram que em outubro foi iniciado o dragamento da Baía da Babitonga. A obra de R$ 333 milhões (US$ 61,9 milhões) é considerada a maior obra de aprofundamento da atualidade e prevê o aumento do calado de 14 metros para 16 metros no canal de acesso aos portos de São Francisco do Sul e Itapoá, possibilitando a entrada de navios maiores de até 366 metros de comprimento.
Em outra frente, a administração portuária destacou a retirada de uma enorme rocha, próxima a um dos berços de atracação de navios. O trabalho para remover o afloramento rochoso de 370 metros cúbicos, equivalente ao tamanho de cinco contêineres, tem um custo de R$ 12 milhões.
A rocha encontra-se a 10,5 metros de profundidade, entre os berços 101 e 102. Com a remoção, busca-se alcançar a profundidade de 14 metros nesse local, já que atualmente os navios precisam realizar uma manobra extra no momento da atracação, o que aumenta os custos.
Além disso, visando melhorar a infraestrutura e agilizar a movimentação de cargas, o porto realizou diversos investimentos ao longo do ano que totalizaram R$ 43 milhões (US$ 7,9 milhões). O dragamento de aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga e o dragamento de manutenção foram os maiores valores, somando R$ 25 milhões (US$ 4,6 milhões). A remoção da rocha no Berço 101 teve investimento de R$ 5,1 milhões (US$ 948 mil), até o momento.












