Por Redação PortalPortuario
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A Ultracargo iniciou a operação do novo desvio ferroviário em seu terminal de Rondonópolis (MT), reforçando sua estratégia de interiorização e a integração logística entre o Centro-Oeste e o Sudeste. Com investimento de R$ 95 milhões, o projeto consolida um dos principais corredores multimodais do país para o escoamento de biocombustíveis e derivados de petróleo.
Com cerca de 4 quilômetros de extensão, o desvio conecta o terminal à malha ferroviária da região e amplia de forma relevante a capacidade de movimentação de produtos. Rondonópolis passa a desempenhar um papel ainda mais estratégico na logística do etanol de milho, em integração com as demais estruturas da Ultracargo, ampliando alternativas de escoamento para diferentes regiões do país.
O projeto permite a operação de composições ferroviárias com até 80 vagões, com conexão direta à unidade da companhia em Paulínia (SP). Na prática, viabiliza uma logística de frete retorno mais eficiente: a mesma composição que leva derivados de petróleo ao Mato Grosso retorna ao Sudeste carregada com biocombustíveis, reduzindo deslocamentos ociosos, custos logísticos e a dependência do modal rodoviário em longas distâncias.
A iniciativa ocorre em um momento estratégico para o setor sucroenergético. O Brasil é hoje o segundo maior produtor mundial de etanol de milho e, segundo o IMEA, a produção nacional cresceu cerca de 30% na safra 2024/25, com o Mato Grosso liderando esse avanço, acima da média nacional.
“A entrada em operação do desvio ferroviário de Rondonópolis reflete nossa visão de longo prazo sobre como o Brasil precisa estruturar seus fluxos logísticos, com maior integração entre regiões produtoras e centros consumidores”, afirma Fulvius Tomelin, presidente da Ultracargo.
Com a nova configuração, o terminal passa a ter capacidade para movimentar até 3 milhões de metros cúbicos por ano. O investimento incluiu ainda a ampliação da capacidade estática em 15 mil m³, com dois novos tanques de etanol, além da modernização das plataformas ferroviárias e rodoviárias, reduzindo em até dois dias o ciclo logístico entre Mato Grosso e São Paulo.
Ao ampliar a participação do modal ferroviário — cada composição transporta cerca de 8.000 m³ —, a Ultracargo fortalece uma operação mais eficiente e alinhada às melhores práticas ambientais. A iniciativa contribui para uma redução estimada de 51 mil toneladas de carbono por ano, além de menor desgaste da infraestrutura viária e maior confiabilidade no abastecimento.
O projeto ganha ainda mais relevância com a sinergia do desvio ferroviário de Paulínia (SP), concluído em junho de 2025, que conecta o terminal da Opla — joint venture com a BP — diretamente à unidade de Rondonópolis, fortalecendo um corredor logístico estratégico para o abastecimento de combustíveis e biocombustíveis no país.
Os impactos do projeto vão além do terminal, fortalecendo a economia do Mato Grosso, do Mato Grosso do Sul e da Região Metropolitana de São Paulo, segundo o CEO da Ultracargo. “A integração entre os modais cria um modelo de eficiência operacional replicável em outros corredores do país, contribuindo para uma infraestrutura nacional mais competitiva, sustentável e integrada”, finaliza.












